- Ai ai, Mister Thinker...
Os dias passam rapidamente e as coisas acontecem numa espontaneidade, gigantesca, Cara. Ontem eu era seu irmão, amigo grande, gigante do peito que doía quando não me via. Era quem mais você considerava e jurava amar amistosamente sem qualquer troco ou acordo. Um digno irmão mais velho, você é para mim.
Lembra daquele dia em que nos conhecemos? Nunca imaginaria que fossemos futuros “irmãos”, amigos inseparáveis. Você sentado na mesa, lutando com aquele bife e prestando atenção em mim... E o filme que fomos ver depois do almoço quando me convidou desconfortavelmente para assistir? Rendeu-nos poucas e boas histórias e muitas risadas perdurantes...
Lembro exatamente do dia em que meu avô morreu e você fez questão de ir à cidadezinha de interior me ver, recorda-te? Mesmo não querendo aparecer para demonstrar condolências à minha família e minha mãe ver-te, você foi e ficou perto de mim naquela pracinha por curtas 2 horas que foram as melhores naqueles “Dias de Maria” que vivi. Com miseras palavras fez-me outro homem naquele dia, abaixo daquele por do Sol que nunca pude esquecer, apertou minha mão e com um forte abraço entoou “Tudo Passa, Thinker. Você vai ver.”
Saudade gigante que rasga meu peito e expõe meu coração ao externo do mundo frio. Porque tem que ser assim? Vontade de correr à porta do seu prédio e gritar por você até aparecer e pedir desculpas pelo que me disse há dias atrás.
Cara, sei que não concorda com o que estou prestes a fazer, mas como um verdadeiro irmão, mesmo achando tudo isto incorreto, deve redimir-se e aceitar... Somos irmãos! Não há nada que nos separe, temos uma vida grandiosa pela frente e podemos vivê-la juntos! Como sempre foi! Sem orgulhos hediondos e receios ansiosos, não de um irmão, mas de um Pai presunçoso e pessimista.
Vou me casar categoricamente com a pessoa que amo, sim! E isso não quer dizer que vou lhe entregar ao vento para levá-lo sabe Deus onde...




