sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Navegante

Um pássaro e um peixe podem se apaixonar, mas onde iriam se amar?
Acho que encontrei um belo par de nadadeiras para mergulhar...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Flutuantes


Quem entende este mundo melindroso, que de alguma forma influencia em nossas vidas e dissemina algumas idéias malucas que acabam colocando em risco a felizarda e maldita flecha do Cupido Redentor...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O Sono dos "Não Justos"



Ai, ai... Não sei se rio o se choro ou se me deixo magoar por determinados momentos de minha vida...

- Ih! Mister Thinker! La vem bomba...

Ontem estávamos na cama, prestes a dormir, balbuciando algumas frases condizentes com nosso cotidiano ocupacional, quando de repente escuto o seguinte:

“(...) Oh Amor! Eu sinto tanta falta dos nossos momentos de namorados. Lembra quando íamos para o Motel? E quando eu ficava em casa doido para lhe ver? Te dar aquele cheiro no pescoço? Você lembra? (...)”

-Ih Mister Thinker! Agora F#@$#@!

Creio que o mínimo que ele quis dizer era que eu não estava bom da forma que estou, ou queria ir ao motel, ou pelo menos estava interessado em sexo. Eu, sem muitos frisos pela língua, retruquei sutilmente informando que o prefiro hoje, o Husky casado, ou pelo menos quase casado. Que vive ao meu lado, que tem mais amor por mim que antes, acho, e que compartilha as coisas, “acho” também. O que vivemos no início foi algo bom devido ao “conhecer o estranho”, desvendar as condutas e partes dos nossos belos corpos, viver o desconhecido com o desconhecido. A curiosidade é um sentimento bom, animador, criador de expectativas que nos incentiva a desvendar o real. Por fim, acabado o sentimento, caso o amor não tenha amadurecido concomitantemente ao desconhecido, o relacionamento se dá por findado, já que nada mais os prende um ao outro.

Logo após este discurso ele refletiu sobre o assunto e confirmou a verdade perante os fatos. Dormi sem escutar os seus murmúrios e “lamejas”, estava chateado o suficiente para querer manter-me isolado nos próximos anos de qualquer pessoa que esboçasse o interesse em ter um relacionamento comigo.

Quando levantei, já era dia, o enegrecido dia de hoje devido ao horário de verão que me deixava interessado em sair mais cedo para ver o Sol nascente. Sai com o carro e, pensante, fui até o trabalho...

Ainda estou um pouco arrasado, fico imaginando o que ele tem em mente, pois, o que posso fazer de melhor, eu realmente faço, mas para que? Já que ele me conhece, não tem nada para me desvendar e sim controlar e se adaptar à determinados costumes. - Jesus! - Definitivamente, o que ele tem na cabeça? Se ele me prefere como antes, como namorado, já que não me conhecia bem, quem dirá os alunos de musculação da academia que ele dá aulas...

- Que viagem, Mister Thinker!

Pode realmente ser “uma viagem” minha, mas que no fundo tenho um leve razão e uma teoria da conspiração embutida no raciocínio, tenho sim Senhor! 

Agora, penso nas pessoas que vivem suas vidas solteiramente felizes, um cara por mês/ano, sem compromissos fixos e sem desaforos para levar durante seu leve e singelo sono que, até então, deveria ser dos justos.

- Indignado, Mister Thinker?

- Não, apenas vivenciei um leve choque ao me deparar com o conceito de homem... São todos iguais...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Enfim, Quase Casado


Acho que desta vez eu exagerei... Foram um pouco mais de dois meses que aqui não habito, fiquei com medo de terem desospedado meu blog por inatividade... - ah... - Mas isso não aconteceu.

Um pouco mais de três meses casado eu posso dar um leve diagnóstico de como as coisas são, confesso que é gostoso acordar com a pessoa amada todos os dias pela manhã, ver seus gigantes olhos azuis me flertando perante o amanhecer, em contrapartida, odeio ver seus olhos mal humorados me criticando em momentos de egoísmo alheio.

Nosso relacionamento está indo bem, as coisas de modo geral. É claro, às vezes temos algumas briguinhas, provenientes do choque idiossincrático, e ele se transforma de um Husky Siberiano para um lobo cruel e sagaz que lacera integralmente minha pele e me deixa desorientado no chão.

Logo que saí de casa minha mãe ficou louca, seu pródigo filho estudioso e batalhador, nas mãos de um Husky Siberiano selvagem que não conhecera. O que ela iria fazer? E se ele o matasse? Para falar a verdade ninguém da minha casa sabia quem era o cara que todos os dias eu encontrava e que naquele momento fazia-me sair de casa para adquirir uma vida conjugal. Realmente todos ficaram atordoados com a notícia de que eu sairia de casa. Assim, tratei de trazê-lo às minhas mães que logo viraram amigas íntimas, falaram mal de mim os três juntos, encontraram defeitos vivenciados em nossas distintas relações e fizera deste, inicialmente, o assunto âncora para firmarem uma relação.

Logo que entramos para a casa compramos todos os móveis, vasilhas, enxoval... etc, necessários para nos aconchegar. Sabe, é muito bom fazer isto junto, você começa a imaginar coisas e coisas. Acho que fiz a escolha certa sim.

Quanto ao resto, acho que não penso mais naqueles caras retardados que me fizeram sofrer e criar um monstruoso sentimento de vingança, que já passou, diga-se de passagem. Mas há um que me deixou saudade, como amigo, confesso estar criando coragem para contatá-lo.

- Quem é, Mister Thinker?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Lembranças Bacanas e Desenfreadas de um Baladeiro Temporário


Quando recobrei a consciência e fui apurar os fatos já era segunda feira...

Fui para um congresso na quinta feira logo pela manhã, vôo cheio e trânsito incompreensivelmente cheio, característico de São Paulo. A temática do evento ou qualquer coisa lá dentro nem comentarei, já que torna-se desnecessário e levemente cansativo – Normal de qualquer congresso...

Na quinta feira a noite eu e minha querida colega de trabalho resolvemos esquentarmos na aconchegante Vila Madalena. Meu deus! Poderia ir todas as noites em cada buteco daquele lugar. Pessoas bonitas, lugares bonitos, bebida a vontade e despojados eram os homens daquele lugar.

Confesso que queria ter curtido mais o lugar, mas o tempo não era propício e não haviam danceterias após meia noite na região. Segundo os veteranos, o lugar era um pouco parado dia de quinta à noite. Portanto, voltamos para casa frustrados depois de tentar procurar um lugar bacana para mexer as coxas.

Sexta feira a noite prometia, estava acontecendo um Happy Hour do congresso onde as pessoas foram todas de havaianas, muito bacana. Dancei demais, mesmo ainda de social, cansado por ter dormido tarde na noite anterior, permanecemos bravamente até o fim, semi embriagados e estupefatamente animados com tudo. Haviam vários gays no local, que por sinal não me deixaram em paz com seus olhares perniciosamente ousados e insinuações gesticuladas por mãos que mais se inquietavam enquanto eu dançava, sempre me chamando para conversar. Não, definitivamente não fui, nem se valessem a pena eu iria. Mais ou menos 01 h da manhã, todos escorando um nos outros de tanta bebida, tentamos perversamente ir para o crime e dançar mais um pouco, porém, nada, não conseguimos, mal sabia meu nome – Que vergonha Mister Thinker, um homem quase casado, sendo carregado para o Hotel pelos colegas que supostamente estavam mais bêbados que você!

Acordei no sábado sem saber onde eu estava, como havia chegado ali, mal sabia o que estava sendo pronunciado naquela maldita TV que deturpava meu sono. Tomei um belo banho, recobrei a consciência, coloquei minha calça social, como se nada tivesse acontecido, exceto pela dor de cabeça que martelava, arrasava minha conduta motora – ...(risos)..., e fui para o congresso, peguei um taxi ali na porta do Hotel na avenida Brigadeiro perto da Rebolsas, lembrando de como havia dançado como um Gogo Boy, porém menos apelativo e sem recorrer a imagem nua corporal para chamar a atenção. Confesso ter chegado ao local meio envergonhado e sendo observado por algumas pessoas que presenciaram minhas danças com algumas “moças”.

Sem muitos detalhes, passemos para a noite seguinte. Mais uma festa, porém a fantasia. Haviam diversos caras muito bonitos, supostamente gay que me flertavam sem parar. Recorri a famosa viseira e ao pensamento de que em casa me aguardara meu noivo Husky siberiano. Dancei a noite inteira, bebi mais ainda, sem dar vexame, claro. Ao final, algumas pessoas queriam em arrastar para a tal boate The Week – Aposto que é gay – creio que este nome seja conhecido, acho que era gay sim. Recusei a proposta e resolvemos ir para a tal da The Love Story, onde acontecia o fim das noitadas na cidade mais animada de todas.

O lugar era muito bacana, digo, não de estrutura, mas todos muito animados, pois, para sair de um fim de noitada para continuar outra, tem que ter uma animação tremenda. E o pessoal tinha esta animação, o Dj era bacana demais, no meio das músicas verborragiava e mexia com todos do local. Detalhe, todos estavam fantasiados no meio daquele povo Paulista, na sua grande maioria. Fomos eu, a Bruxinha, o Cowboy, a Vovó,a Hippie, três executivos de venda que esqueci o nome, e o pessoal olhando para nós, fantasiados e bebadamente empolgados. Confesso ter bebido além da conta, dançado mais que minhas pernas agüentavam e curtido a noite como se fosse, não sei, não a última, nem a penúltima, mas....

Por fim, já eram 05:30 hs e o local só enchia, quase não dava para andar. Tentei me despedir do pessoal por diversas vezes, mas fui segurado, por muitas também, queriam que eu ficasse ali até fechar, mas não dava, faltava 30 minutos para eu estar no hotel, 01 hora de fazer o check in no aeroporto e 1h e 58 minutos para decolar sentido Belo Horizonte e continuar minha vida.

A eminência de perder-me no tempo e deixar a ilusão tomar conta de mim naquela cidade, corri deixando todos para trás. Tomei o primeiro taxi que não sabia chegar no endereço, o segundo nem entendia o que eu falava. Desesperei, faltavam 25 minutos para eu estar no saguão do hotel pronto para embarcar. Quando peguei o terceiro taxi, percebi que iria chegar a tempo, já que o taxista tinha o maldito GPS que os outros não. Cheguei ao saguão e todos estavam a minha espera. Pedi 15 minutos.

Acho que tomei banho, recolhi meus pertences jogando-os na mala que estava por fazer e desci para o saguão, corremos para o aeroporto e estávamos lá a tempo para o vôo. Particularmente não me lembro nada do vôo, apenas me vi entrando no meu carro em confins e indo para casa acompanhado do Husky, que me olhava “torto”. Permaneci na horizontal durante o domingo e apenas na segunda feira acordei. Lembrando de tudo que havia acontecido.

Tenho saudades daquela cidade, mas não vontade de voltar rápido, somente lembranças bacanas e desenfreadas de um “baladeiro” temporário que apenas curtiu os momentos bons com os novos e novas colegas que adquiriu.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Coincidências Grotescamente Felizes


- Vamos lá! Prometo não demorar com minhas churumelas e verborragias de um ex pedubó que decidiu estudar e manter o nível social relativamente favorável. De antemão digo que a música estará no mesmo nível que os assuntos do blog (para quem gosta será bastante confuso, mas para alguns se tornará realmente claro a conciliação com o que escreverei).

Durante o findar de um dos meus Dead Lines estes dias, descobri a coisa mais engraçada de muitas que ouvi, na verdade uma coincidência fervorosamente insana e alegre que um ex poderia me proporcionar, e nada melhor que uma ab reação fantasticamente prometida pelo futuro que passou. Descobri que um dos meus ex, que aqui paira regularmente, estava a ter um leve casinho com um amigo de outro ex namorado meu, e que por sinal também conhece meu blog - Tudo bem! Mas o que tem tudo a ver com o blog, Mister Thinker? Bom, pelo que descobri o amigo provavelmente relembrou meu ex do blog, deve ter relatado algo que o encorajou a entrar e ler, reler alguns dizerem que por sinal não foram lá os mais agradáveis. Assim, me enviou diversas mensagens desaforadas pelos dizeres... Ameaçou, esbravejou e tentou ofender até a centésima décima nona geração dos meus bisnetos. Confesso que tive que moderar algumas mensagens uma vez que comprometia até a integridade moral dos leitores que aqui habitam.

Revelo ter perdido grande tempo da conversa com o delator criando hipóteses de como o assunto surgiu e a cara de cada um ao julgar todo o processo. Enfim, todos temos quem merecemos, inclusive eu tive e agora é a vez de outro, quer dizer, foi, porque as coisas tomam rumos diferentes ao percebermos estar adquirindo determinadas responsabilidades, não é verdade?

- Barraco na internet, Mister Thinker? Será este um dos males da globalização? O acesso imponderável de algumas pessoas desrespeitosas e ignorantes que não souberam ler o início do blog onde diz que “(...) Qualquer semelhança nos fatos narrados aqui é meramente coincidência (...)” ?

- Na verdade não sei, apenas recebo a confirmação de que ainda não fui esquecido e que o recalque perdura profundamente em determinadas mentes presunçosas que não tem o que fazer...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Marcelino TrocaTapa: À Mercê das Férias de Verão


Que engraçado, foi só eu ouvir esta música que me veio em mente o Marcelino TrocaTapa. Lembro exatamente como se tivesse acontecido ontem.

Foi no ano de 2003, véspera das “bem ditas” férias de verão, se não me engane na última semana de aula, estávamos sedentos um pelo outro, fazia quase duas semanas que não nos víamos, pois eu estava tendo provas do ensino médio e ele estudara para as provas semestrais de seu curso de Administração de Empresas. As coisas estavam se agravando, por telefone nos falávamos quase perdendo o fôlego um com o outro. Assim, resolvemos nos encontrarmos em sua casa, pois seus pais viajaram e somente retornariam no domingo à noite, e como as provas estavam a terminar, porque não um final de semana para descansarmos e curtir?

Arrumei minhas roupas e logo ele me pegou em casa. Aquela seria a primeira vez que iria à casa dele.

Chegando lá, tivemos a paciência de conversar e “fazermos” o jantar. Desde quando o conheci, sabia que sua prenda na cozinha, no máximo, seria uma lasanha de microondas, quer dizer, naquela época não era tão prático como hoje - Não que aquela época fosse uma época distante e provida de tecnologia tão inferior como nos anos 60. Estamos falando de 2003! Enfim, jantamos conforme “mandado o figurino” da época, algo pré fabricado e apenas esquentado, com pequenas partes queimadinhas, diga-se de passagem.

Logo estávamos interessados em outra coisa, sem muito pestanejar, fomos para o seu quarto no segundo andar da casa curtir um pouco de som e para eu conhecer o cômodo tão desejado em toda minha vida - Naquela época, você quis dizer, Mister Thinker! Quarto bonito, todo amadeirado com cortinas de seda e um closet enorme que dava inveja a qualquer rapaz daquela idade, sapatos que só para centopéias calçarem todos. Ele deitou na sua cama de casal e ficou olhando para mim, em pé, estático nos pés da cama. Logo me deitei e fiquei namorando-o. O TrocaTapa me tirava o fôlego sempre que me olhava daquela forma, daquela que não consigo descrever, não mais agora, pois perdi no tempo as palavras as quais eu sempre o dizia quando me observava.

Tínhamos um gosto musical muito parecido, adorávamos música antiga, quando ele ligou o som, surgiu a então a música que, se foi estratégica para me fisgar, conseguiu com êxito e louvor - A que está tocando agora.

Confesso que até o final da música já estávamos sem roupas e nos apertando com ardor. Sua pele branca enroscava-se em mim com uma intensidade calorosa, mais parecia a de um negro. Naquela época, friso, não muito distante - ...Risos... -, eu era um “Zé Mané”, um “Pedubó” que mal sabia o que era sexo oral, fiquei muito inseguro, não sabia o que fazer, mas logo não liguei para o que ele ia pensar e resolvi agir como eu realmente queria, baseado em algumas coletâneas que extraí de alguns daqueles filmes pervertidos, proibidos para menores de 18 anos - Que você, nesta idade já assistia, porque pegava do seu Pai escondido, até que ele descobriu!

No outro dia de manhã, acordei com uma faixa preta nos olhos e ele me chamando e alertando para não tirá-la do rosto. Vestiu-me, escovou meus dentes, penteou-me e desceu escadas abaixo comigo. Logo que tirei a faixa vi um magnífico café da manhã, achei que ele havia comprado metade da padaria para mim. Agradeci-o por tudo e logo sentamos para tomar nosso primeiro e último café juntos, pois, daí em diante nunca mais pudemos ter outro encontro esplendoroso como este em sua casa.

(Esta versão ficou muito bacana)