domingo, 27 de julho de 2008

Um Pequeno Descarrego de Sentimentos


Um milhão de velhos soldados irão desaparecer por aí, mas um sonho continuará para sempre. Eu fui deixado aqui e não tenho nada para dizer, tudo é tão silencioso dentro de mim...

Mil amores verdadeiros viverão e morrerão, mas um sonho vive para sempre. Os dias e os anos vão continuar passando tão rápido, mas o tempo parou no meu sonho.

Nós todos possuímos esperanças e medos, e eu não sou uma excessão, mas isso não me faz passar por um mar de lágrimas na maior tragédia da vida.

Você está a tanto tempo atrás e tão distante, mas meu sonho vive para sempre. Eu acho que sempre vou acreditar que eu vou te ver algum dia. Sem isso não haveria um sonho.

Você está a tanto tempo atrás e tão distante, mas meu sonho vive para sempre. E o quanto eu te amei você nunca saberá até você entrar no meu sonho.

E o quanto eu te amei você nunca saberá até você entrar no meu sonho .


Obs.: Prometo que semana que vem estarei melhor para continuar a saga maníaca de delatar os caras da minha vida.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Meu Ponto de Vista


Esse post pode soar um pouco preconceituoso, mas de antemão digo que não é essa a minha intenção. Evitei até colocar aquelas imagens escandalosas de travestis com peito de fora e gays “andrógenos” como de praxe vemos todos os anos em diversas “paradas”.

Domingo passado foi a Parada “Orgulho Gay” de Belo Horizonte, infelizmente marcada por diversos fatos lamentáveis que todos os anos se repetem e fazem com que sejamos o motivo de riso para o mundo. Bom, digo isso porque não entendo o porque desse evento, uma vez que é um afronto com a sociedade onde deveria ser mostrado o motivo do orgulho de ser gay, mas acontece o contrário! Travestis com os seios de fora, lésbicas e gays insinuando sexo o tempo todo, cheio de gente drogada, alcoolizada, arrancando neste evento o pior de si.

Penso que devemos ter orgulho do que somos e devemos também mostrar o lado bom das coisas. Imagina se os heterossexuais cismassem e fizessem a Parada do “Orgulho Hétero” colocando seu lado mais sombrio a flor da pele, mostrando seus desejos mais “cabeludos” para todos? Será que o “mundo GLS” os respeitaria?

Posso estar sendo bastante radical, mas acho que nossa “classe” está em desvantagem devido a esse tipo de atitude, não que devamos sair as ruas de terno e gravata falando como somos bem sucedidos, mas pelo menos mostrando um pouco de sutileza, dignidade e comportamento plausivel para ser aceito por qualquer pessoa indiferente do sexo.

domingo, 20 de julho de 2008

O Garoto de Programa


Não sei porque, não sei como, mas esses dias lembrei-me do segundo cara que fiquei... um desastre, talvez uma batida de carro sem vitimas ilesas.. Meu Deus!

Era noite, eu tinha apenas 16 anos quando entrei em uma boate GLS, estava assustado demais, achava que estariam lá aqueles caras com roupas de couro, chapéu e chicote querendo me perverter. Nada disso simplesmente pessoas, não tão simples, mas pessoas. Foi uma noite “bacana”, conheci o primeiro cara que fiquei, cujo meu estômago embrulhou devido ao seu beijo extremamente invasivo e o Garoto de Programa que foi o segundo e último da noite (é esse seu codinome porque seis anos depois eu descobriria sua verdadeira profissão).

Minha personalidade mudou tanto desde que me tornei gay, sempre, até então quando eu me entendo por gente, me apaixonava fácil pelos outros, portanto, com o Garoto de Programa não foi diferente, enquanto a noite passava, eu ia me apaixonando cada vez mais... que tolice... No final da noite, quando íamos embora, perguntei se ele não queria meu telefone. Desapontadamente percebi no seu rosto a resposta, “não”, que não foi condizente com sua atitude. Acho que por EDUCAÇÃO ele retirou seu celular do bolso e anotou meu número, mas ambos sabíamos que nunca mais nos falaríamos.

Prognóstico perfeito! Nunca mais nos falamos diretamente, sempre quando ele me via pela rua ou qualquer lugar que fosse, olhava para mim com aquela cara amistosa, mas culpada. Não entendia o porque até então, mas aí, passados os anos eu fui compreender tudo, sua vida era complicada demais para se envolver com alguém, naquele dia em que nos conhecemos, seu “cafetão” estava perto, inclusive, intermitentemente ele ia perto de nós dois e cochichava alguma coisa em seu ouvido. Enfim, sabe quando todos os fatos se juntam e você consegue fazer um diagnóstico perfeito? Pois é, tive um orgasmo intelectual, uma decepção imensurável, mas uma felicidade de não precisar ter passado por nada do que possivelmente aconteceria se ficássemos juntos e eu descobrisse tudo.

domingo, 13 de julho de 2008

Emotivamente Sozinho


Este fim de semana não trabalhei, nem estudei, simplesmente pensei na vida, em como ela está, então tive tempo de refletir algumas coisas. “Cabeça vazia, oficina do Diabo”.

Sabe aquele dia que você só escuta aquelas músicas emotivas, olha para o lado e vê que falta algo? Pois bem, foi assim meu fim de semana. Não acontece isso constantemente, nem eventualmente, mas...

Admito com letras em caixa alta: PRECISO DE ALGUÉM, UM PORTO SEGURO. Descobrir que trabalhar não é tudo, dinheiro não compra felicidade, muito menos eletroeletrônicos substituem a sensação e o prazer de estar com alguém.

Esse final de semana senti falta de alguém do meu lado, alguém que me ligasse e mostrasse que faço falta em sua pequena ou grande vida. Tudo bem! Tenho parentes e amigos que sempre ligam e se importam comigo, mas ambos sabemos que não é tudo. Preciso de um novo alguém com quem possa me apegar, beijar, gostar, amar... Esse maldito fim de semana quase “quebrou minhas pernas”, fiquei bastante emotivo, não choroso, mas emotivo.

Pensei mais uma vez também naqueles caras que um dia juntaram-se à jornada da minha vida e que me abandonaram covardemente. Deu-me um aperto no peito, o mesmo sentimento quando eu havia sido abandonado... Nessa hora respirei fundo e pensei em coisas boas.... Praia, Sol, água azul, areia... Nossa!

Com toda certeza este não foi um discurso apelativo ou desesperado, nada disso, ainda estou no controle da situação, a espera de um milagre...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O Menininho


Uma simples e rápida introdução sobre esses dias se resume apenas nessa frase “Ando meio mudado”.

Hoje quero contar uma coisa que aconteceu inusitadamente esses dias atrás em minha vida, para ser mais específico, aconteceu no dia em que eu dei um plantão de 24 horas, começando ás 19:00 hs de uma dita sexta-feira. Bom, sendo mais direto, teve um momento em que eu fui atender uma paciente em um determinado setor la no hospital, ai, tive que fazer alguns procedimentos que particularmente poderiam ser feitos sozinhos por mim, mas um certo rapaz, técnico em enfermagem, apresentou-se todo solícito e resolveu instrumentar alguns objetos para mim. No meio desse vai-e-vem, você acredita que ele me deu uma encochada que fiquei sem graça?! Tipo: ele parou encaixado do meu lado e ficou. Deu para sentir seu orgão genital fluindo de uma forma não muito amistosa! Pois é, e a paciente? Estava desacordada, em estado grave, eu sem poder reagir e ele la relando em mim! Fiquei absorto!

Sem qualquer reação fui obrigado a continuar o que fazia. No fundo ele sabia que eu havia gostado, por isso continuou... Foi interessante, não a encochada, mas o local. Eu preocupado com a paciente e ele preocupado em encurralar e fornicar-me por inteiro. Nunca imaginaria que ele faria isso, já nos esbarramos la no hospital antes, ele parece o tipo do cara que é quietinho, menininho que foi criado com a vovó (não mimado, mas sim um menino que não cresceu), branquinho que nem um floco de neve, com um óculos de meninos de 6 anos... Nossa! Uma gracinha, mas mais velho que eu (risos).

Depois do acontecido, que durou todo meu atendimento ao lado da paciente, uns 20 minutos, ele saiu de perto eu logo peguei o prontuário da paciente evoluí-o e tratei de sair logo daquele local. (Obs.: Estávamos sozinhos no setor (Não sou doido de tacar pedra!!!).). Mas no fim das contas queria muito ter agarrado ele e feito daquela noite, quer dizer, daquele plantão uma coisa menos monótona, não sexo, mas algo diferente.... quem sabe...

domingo, 29 de junho de 2008

Amigo de Verão


Relutei para escrever alguma coisa essa semana no blog, mas não consegui, ultimamente ando meio estressado com algumas coisas, mas nada demais.

Minha vida está em suspensão, já arrumei meus armários, quarto, livros, cadernos e minha mente, graças! Estou de férias da Universidade, agora posso sair no domingo sem me preocupar muito com a segunda-feira, quer dizer, mais ou menos, pois ainda tem o trabalho no Hospital. Pretendo ir ao FIT, um evento internacional que tem em Belo Horizonte, sair com meus amigos e estudar (como sempre).

Bom, essa semana que se passou recebi uma noticia que para mim era um tabu, nunca gostei de falar. Confesso que já sabia, uma vez que os sintomas eram bastante aparentes: “Meu melhor Amigo de Verão estava apaixonado por mim”. Sim! É assustador! Mas ele confessou. Na verdade, eu acho que ele se enganou, pois tinha acabado a pouco tempo um namoro e involuntariamente transferiu todo o sentimento para mim. Eu, sempre solícito, acabei retribuindo tudo em forma de amizade... Conversamos bastante, e após tudo esclarecido não nos vemos ou temos qualquer contato desde então, não sei se é porque eu falei que não tínhamos a mínina chance, se foi porque ele arrumou um namorado ou se realmente o verão acabou...

Porque amigo de verão? Por acaso você já viajou nas férias de verão, fez uma amizade legal naquele Sol escaldante e quando voltou não teve mais contato, mas quando ia naquele lugar vocês sempre se viam? Pois é, este Amigo meu só aparece nos momentos quentes de sua vida, ou seja, de problemas. Assim, quando o inverno entra, seus problemas terminam, ficamos sem contato, esse é o meu Amigo de Verão.

Enfim, não importam as mentiras, casualidades, o outono com folhas mortas bailando pelo ar, ou aquele maldito e frio inverno, sempre somos e seremos Amigos de Verão.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A Piranha do Banheiro


Nos conhecemos em um bar dançante. Ficamos a noite toda, ele era alto, branco, cabelos negros “espetados”, aparentava ter 35 anos, mas a mente acho que era de 15.... Seu codinome é Piranha do Banheiro, o porquê? Daqui a pouco...

Nos falamos durante toda a semana seguinte por telefone. Nunca vi um cara tão bom de conversa como ele. Verdade! Ficávamos horas conversando. No final da semana, ambos estávamos ansiosos pelo reencontro, marcamos em sua cara, com direito a filme, pipoca e guaraná. Passamos a tarde toda juntos, deitadinhos em sua cama assistindo plausivelmente aquele filme cujo gênero era drama ou algo parecido (A vida de David Gale). Ao final do filme nos beijamos muito, até que percebi alguma coisa mais proeminente nele devido à pressão que fazia contra minha barriga. Pois bem, sem eu sequer insinuar, simplesmente ele pára tudo e diz: “-Não quero sexo! Fiz uma promessa!-”, logo pensei: “- Mas o que tem isso a ver? Nem encostei em você?-”. Assim, nem nos beijamos mais, foi como se tivesse jogado um balde de água fria sobre minha cabeça, quebrou o clima completamente. No hora de ir embora ele se ofereceu para me levar em casa, aí ele contou sobre a promessa, disse que era para passar em um concurso lá no RJ. Minha reação? Além de esclarecer o mal entendido, ri bastante da cara dele. Enfim, ele também falou que não queria nada comigo, que queria se divertir e somente isso. Eu fiquei arrasado, nunca haviam dito isso para mim, mas... a vida continua, não seriam estas palavras que acabariam com o meu ligeiro fim de semana

Durante a semana ele continuou me ligando e cativando “não sei o que”. Na verdade acho que ele queria me usar e eu bobo contribuía para seu benefício. Marcamos um novo encontro no mesmo bar dançante que havíamos nos conhecidos. Eu o achei lá dentro cerca de duas horas depois do combinado, nos cumprimentamos, beijamos, aí, ele foi buscar bebidas. De repente um carinha qualquer chega perto de mim dizendo que eu era “trouxa” de ficar com ele, pois, o mesmo havia ficado com mais de cinco caras antes de me “pegar” naquele dia. Minha reação? Olhei para ele que vinha em minha direção, com dois copos de bebidas na mão e cantando o refrão daquela música “Piranha do Banheiro”, que coincidentemente tocava no momento (Um rápido parêntese: acredito que tenho um “certo” sexto sentido que quase nunca falha, quando eu acho que algo vai dar errado, não ignoro). Ele percebeu que eu havia mudado de expressão enquanto o carinha falava comigo, assim, sem rodeios, falei tudo com ele que acabou confirmando. Meu Deus! Que enjôo me deu, 5 salivas diferentes.... melhor, seis com a dele! Tratei de sair de perto, mas não demorou muito para vê-lo acompanhado por outro... (opa!) outros, naquela noite.

Nos encontramos depois disso sim! Mas foi por acaso. Parece que minha mente deletou ele automaticamente, sabe? Como refúgio para evitar sofrimento (recalque - assim chamado na psicologia). Ele chegou perto de mim, apertou minha mão e como se nada tivesse acontecido, ele sorriu, revidei com a mesma atenção, porém perguntando seu nome, uma vez que não lembrava muito dele....

Ele foi um cara que superei rapidamente, uma vez que admitiu seu erro, pediu desculpas e falou que queria ficar comigo e tentar algo sério. “Não, definitivamente”, esta foi minha obvia, direta e clara resposta.