terça-feira, 30 de novembro de 2010

Não Mais É


Há algum tempo guardo este texto em minhas coisas, achei-o em um blog inconstante. Esqueci de postá-lo aqui por descuido, agora que lembrei, compartilho com todos, porém, não mais é tempo de dizer tais palavras.

"   Vi-lhe com todo o teu esplendor. Simples e belo tal como já havia me acostumado.

Ver-te fez com que as saudades diminuíssem e fez com que ficasse a perceber o porquê do Sol iluminar a Terra e do vento soprar em dias de calor.

Ainda assim, não sinto o teu toque, todavia o meu corpo sente aqueles contatos entre ele e o teu corpo. Não sinto o fogo que percorria o meu peito enquanto me olhavas, todavia este meu peito arde intensamente e não existe água que o apague.

Não te esqueças de uma coisa,

"A distância impede que eu te veja, mas não impede que eu te ame" (Luís Carlos Ijalbert)   "

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Aliança


Depois de algumas conversas paralelas e fatos ocorridos em minha vida, fiquei bastante curioso em saber sobre o simbolismo da aliança. Descobri que tem função ambivalente de unir as pessoas e ao mesmo tempo isolar -... os outros olhos gordos da pessoa amada -, ou seja, “marcar o território”.

A aliança surgiu na Grécia, provavelmente advinda de costumes Hindus para simbolizar o casamento. A aliança era colocada no quarto dedo graças à crença de que ali passava a Veia D’Amore que estava ligada diretamente ao coração.

Já os chineses, usavam a aliança no quarto dedo com outras acepção. Acredita-se que os dedos são meros símbolos familiares, sendo que o dedo polegar representa os pais, o dedo indicador representa o irmão, o dedo do meio sendo você mesmo, o dedo anelar representa seu companheiro e o dedo mínimo, seu filho.

Logo quando li sobre o assunto me perguntei o porquê do dedo anelar representar o “parceiro”, aí vem a parte interessante, ao unir as mãos pelas pontas dos dedos, exceto os dedos do meio que deverão estar dobrados (um encontrado com o outro), observa-se que os polegares, que indicam seus pais, podem ser separados, você não viverá com eles o resto de sua vida; os indicadores, seus irmãos, separam-se facilmente, um dia também vão se separar de você, pois terão suas próprias famílias; os dedos mínimos também podem ser separados, indicam seus filhos que também irão crescer e se casar. Mas os dedos anelares não conseguimos separá-los, significando que marido e mulher marido devem viver juntos pelo resto da vida.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um Pequeno Confronto Matinal*


Hoje a pouco estava fazendo um Refresh em um destes portais da internet cuja exibição principal é notícias cotidianas, e, me deparei com a reportagem informando que uma emissora exibirá pela primeira vez um beijo gay em um de seus burlescos e cansativos seriados. Até então não me surpreendeu, mas fiquei ligeiramente curioso para ver o quão poderia ser a repercussão no público em geral.

Realmente era o que se esperava. O portal dá liberdade para os leitores comentarem sobre as noticias e, definitivamente, quando li senti uma pontadinha no coração. Vi como o preconceito é grande, principalmente por parte dos religiosos... Cada comentário mais grotesco que o outro...

Mas aí fiquei pensando: o pessoal “heterossexual”, em sua grande maioria - Porque para toda regra existe sua exceção -, tem fascínio julgar o homossexual, citam sempre o tal episódio de “Sodoma e Gomorra”, insinuam que se tivermos filhos daremos maus exemplos aos mesmos, nos comparam com pervertidos usurpadores da inocência infantil (pedófilos) - E se esquecem que antigamente um homem de 25 se casava com outra de 15/16 anos -, temem que sua prole se torne gay à mínima insinuação em seu campo de visão e declaram que preferem ter seus filhos como usuários de drogas ou mortos à homossexuais.

A igreja torturou e matou cruelmente milhares de pessoas na inquisição, apoiou o vergonhoso episódio da escravidão, fechou os olhos para o Terceiro Reich e o infausto holocausto. Tudo por puro preconceito e na tentativa de erguer a bandeira do falso moralismo, pois, por trás disso tudo haviam estupradores, pedofilia, homens que batiam em mulheres, incestos e diversas outras atrocidades.

Será mesmo que o heterossexual está longe de ser mau exemplo para seus filhos? Já pensaram no carnaval deste ano e dos outros que se passaram? Mulheres com suas partes íntimas de fora rebolando até terem hérnia de disco e insinuando sexo conspurco. E o funk brasileiro? Com letras de musicas porcas que entorpecem nossos ouvidos com pura leviandade. E a banheira do Gugu? Alguém se lembra? - ...(risos)... - Preconizava-se que era um programa para toda a família, mas colocavam as mulheres de biquíni na banheira junto com homens e os faziam lutar por sabonetes na banheira cheia de água. Homens passavam a mão nas mulheres, nadegas insinuavam-se ao pênis, seios sempre saltavam para fora de sua prisão. E quando entravam duas mulheres? Meu Pai quase tinha um orgasmo! Minha mãe, quando passava este quadro, tapava meus olhos com sua mão e mandava sair da sala!

Será mesmo que a sociedade acha que uma criança vendo dois homens beijando iria querer ser igual? Se for assim eu acho que deveríamos proibi-los de assistir filme de ação com ladrões e de terror, pois daqui a uns anos virariam assassinos, criminosos e pedófilos, não?

Pessoal, sabemos bem que crianças não viram gays por verem dois homens se beijando, muito menos os gays viram heteros ao verem um homem e uma mulher se beijando. Qual o problema nisso tudo? Beijo é a demonstração de afeto, é a prova da tentativa de união entre dois corpos em um só...


*Não sou e nunca fui um cara que defendesse a homossexualidade “a ferro e fogo”, mas acho que merecemos respeito e não devemos ser julgados, já que ninguém tem a moral suficiente para apontar o que é errado e o certo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um Tabu: A Arte de Ignorar*


Do latim ignorare, ignorável, não saber, não conhecer, não por em experiência. “Significa deixar-se levar pelo ciclo de encadeamentos que deduzem ao nascimento e à Dor, significa ignorar o início e ignorar o fim; significa ignorar o que é interior aos seres e que lhes é exterior, significa ignorar a árvore e ignorar o fruto, significa ignorar o preto e ignorar o branco, significa ignorar a Dor e significa ignorar o Nascimento.

Ignorar é um fogo que se alimenta da falta de domínio dos sentimentos, da inconsciência de impressões sentidas, da atenção mal dirigida, da recusa em aceitar as Quatro Nobres Verdades (Dukkha, Samudaya, Nirodha, Magga), do desconhecimento da "Doutrina" e de más disposições do espírito”.


*Por se tratar de um tabu, acho que escrevi palavras demais.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

De Olhos Bem Abertos


Bom, essas semanas que se passaram não foram lá as melhores do mundo... - Mentira! Foi sim! - ... mas consegui trazer algumas novidades fabulosas e bastante inspiradoras. Terminei com o Fotógrafo definitivamente, o relacionamento estava bastante fatídico, eu estava achando que ia enlouquecer e ser jogado em algum hospício da cidade, pois criei uma teoria da conspiração que eu mesmo achava que estava alucinando e ficando louco, mas não, não estava e a pouco fui descobrir que era completamente verdade tudo que havia pensado. Deixe-me tentar explicar de uma forma sucinta e pouco cansativa:

Da ultima vez que terminei com o Fotógrafo eu escrevi em um post que havia percebido que alguns caras estavam seguindo, junto a mim, a “estrada em que ele voava”, certo? - Que viagem! (risos). Pois bem, após eu terminar por telefone a nossa relação, ficamos alguns dias em silêncio, mas logo nos contatamos a fim de forjar uma amizade - ...coisa que não deu certo. Não sei o porque ou como, mas em uma destas ligações surgiu o assunto de “termos relações com outros homens” e ele confessou ter ficado com um cara há duas semanas atrás. Eu, curioso, perguntei quem era e logo recebi a resposta esperada, “O Nadador, Mister Thinker”, disse ele sem pudor algum. Esse Nadador estava em sua página em um site de relacionamentos “amistosos” virtuais.

Para mim isso tudo foi um supremo e, agora não mais, utópico orgasmo intelectual, porque quando ele adicionou o cara, logo perguntei quem era, ele mentiu da primeira vez, se embaralhou na segunda e por fim disse que havia o conhecido no feriado do carnaval em sua cidadezinha perversa. Fiquei extremamente desconfiado após ver algumas mensagens lá. Enfim, após rir muito, comprovei minha integra sanidade mental, calei minha boca, a fim de pensar nas supostas atrocidades ocorridas antes do nosso termino, e me veio diversas coisas em mente que aqui não delatarei por produzir um titânico post de mau gosto. Conclusão: O Cara tinha razão! Ele já havia me falado isso há alguns meses antes de terminarmos... E uma observação satânica que eu não pouparei: além dele ter contado isso, ele me confessou que os caras que ele tem “amizade” são interessados nele! E que assim que alguns ficaram sabendo do seu presente estado civil, se declararam... Então eu só me pergunto uma coisa: Qual o verdadeiro significado deste tipo de amizade? - Mister Thinker não julga! Quem quiser que tire suas próprias conclusões.

Acho que não me importei tanto com o que ele me disse por eu já estar em outro relacionamento... o Husky Siberiano.

- Oh Irina Palm! Seria este mais um relacionamento fatídico como os outros? Seria uma falsa esperança no fim do túnel? Apenas uma distração até a velhice? Espero que não...

sábado, 25 de setembro de 2010

O Traidor 1



Ontem eu estava na cozinha a fim de fazer alguma refeição e a única coisa que tinha na geladeira, descongelada, era carne moída, que aparentava-se morbidamente sem vida. Peguei-a na mão crua, olhei para ela que derramou um pingo de sangue diluído - Como se faz uma carne moída?

Tenho meus dotes culinários que, definitivamente, satisfazem quaisquer famintos ou qualquer bom degustador de comida, mas definitivamente, o que fazer com a carne moída? Coloco-a na água e deixo ferver? Jogo na gordura e depois que acabar de fazer barulho eu a tiro? Ou jogo na panela e deixo até achar que está bom?

Enquanto cozinhava, pela fresta do olho, eu visualizava aquela carne que não tinha forma e que perdurara na panela até que houvesse alguma intervenção alheia. De repente veio um cheiro ruim que não agüentei ficar muito tempo dentro da cozinha - Não com ela toda fechada!

Após o término do almoço, confesso que a última coisa que queria ver era aquela carne - Urgh! - Que cheiro estranho ela tinha, mau eu conseguia olhar para a panela.

Assim, vendo aquilo, lembrei da vez que encontrei um cara da internet...

Pouco antes de conhecer o Rapazinho, entrava com certa freqüência em salas de bate papo. Em uma destas vezes, eu encontrei um rapaz cuja foto, naqueles programas de mensagens instantâneas, era muito bonita. Ele tinha um bom papo e eu o lugar para encontrarmos e conversar. Marcamos de nos conhecermos no dia em que nos conhecemos mesmo no chat, questão de horas depois.

Assim que ele chegou em minha casa eu percebi uma grande diferença entre ele e a foto, embora ele fosse muito bonito, loiro dos olhos castanhos claros, cabelo liso, mais branco que a morte, alto, forte, não era o cara que eu havia traçado, imaginado para ter alguma coisa. Abri o portão da garagem onde ele colocara a moto, entramos e logo fomos beber refrigerante - Verdade! Refrigerante! Conversamos um pouco e logo ele me esclareceu sobre a foto, disse que namorava a cinco anos com um cara e que estava ali para traí-lo, portanto, nada mais obvio que “pseudonomeá-lo” de Traidor 1. Confesso ter ficado semi absorto, mas Mister Thinker resolveu não julgar, manteve-se neutro, até determinado momento.

Conversa “vai-vem” e o inevitável acontece, com apenas um empurrão em direção aos azulejos puros e congelados, ele me apertara fortemente entre seu corpo e a parede, me acertando um beijo com sua boca vermelho sangue. Instintivamente ele me segurou, levou para o quarto mais próximo dali e me jogou na cama - Pensei: Ou eu seria violado involuntariamente ou realmente ele estava a todo gás e queria as coisas mais “quentes”, embora o “quente” não necessariamente fosse sinônimo de rudez. Tirou sua blusa, desabotoou a calça e logo percebi um cara realmente em desespero de me ter no íntimo. Desconcertei-me, não estava interessado em ficar com ele, fui no embalo em que ele me levou, mas chegou a um ponto em que eu não agüentava mais, simplesmente eu estava com o falo, melhor, não estava com o falo ereto, e a minha boca já começara a repudiar os beijos alheios. Percebendo tudo ele logo parou, vestiu sua calça começou a verborragiar, questionando se eu não havia gostado dele e informando que muitos o desejavam e ele havia gostado muito de mim. Pedi desculpas por tudo e menti falando que estava indisposto, a fim de evitar sofrimento alheio. Ele foi embora de cabeça baixa e nunca mais o vi.... - Mentira, o vi uma única vez, há poucos meses atrás nos esbarramos uma danceteria, mas ele não me reconheceu...(risos)

E assim aprendi três lições:

Não é agradável “degustar” o que não gostamos.

Não é legal forçar o que já se sabe não dar certo.

Não sei fazer carne moída.

sábado, 21 de agosto de 2010

Menino Chorão


Menino chorão,
Por que choras ai jogado em pleno chão?
Será que perdeu o orgulho e a dignidade em alguém que prometeu um dia voltar?
Será que choras por saber que um dia morrerás?

Sem se importar com qualquer um ao seu redor,
Ele chorava e recitava algo de cor
Seriam lamentos arrependidos de algum dia?
Ou simplesmente frases chulas em meio a poesias?

Menino chorão,
Pare de lamentar!
Aquele que um dia se foi, ainda poderá voltar!

Menino Chorão,
Levante e limpe essas lágrimas com a tua própria mão.