quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Uma Leve Nostalgia


Dias mais agitados, impossível! Ando realmente atarefado, cheio de plantões em hospitais. Nunca trabalhei tanto em toda minha vida. Confesso ter pouco tempo hábil para casualidades amistosas, que por sinal me fazem falta... Dias de PT (Perda Total), ah! Que vontade...

Íamos eu, Afrodite e Lesada para “lugar nenhum”, fazer “não sei o que” e voltávamos de “cara cheia” e rindo como nunca. Confesso ter bastante saudades dessa época desenfreada e inconseqüente que vivi. Vida sem compromisso, irresponsável e “mundana”, quem não tem vontade de viver assim para sempre? Viver sem limites, sem compromissos no dia seguinte, levantar tarde e ter certeza de que a vida lhe espera la fora e sem obrigações!?

E as minhas férias? Que saudade da praia, do Sol no rosto, da maresia no ar, do cheiro de bronzeador. E o pôr-do-sol? Nunca vi mais bonito que aquele vermelho que colora tudo e todos.... Às vezes me pego sentado, no trabalho, de olhos fechados e imaginando eu sentado na areia curtindo a leve brisa proveniente do mar.

Mas maior saudade ainda é do pôr-do-sol que não consigo ver aqui em Belo Horizonte. Aquele que faz meu coração disparar, minha respiração acelerar e os olhos do Husky Siberiano brilharem de felicidade por estar ali ao meu lado.

Acho que embora não esteja dando tempo de fazer muita coisa, tenho que agradecer a Deus por todos os dias vividos, porém, constato desde já que preciso de uma semana de férias.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Feliz Novas Perspectivas


Entre idas e vindas, amores ganhos e perdidos, choros e alegrias, este ano que se passou eu venci. Venci porque passei por cima de todas as coisas ruins que assolaram minha vida e por ter perdoado todos aqueles que um dia se “aproveitaram” de mim e me fizeram parecer uma criança de cinco anos de idade.

Fico feliz por ter aproveitado bastante o ano que se passou e mais feliz por ter novas perspectivas de vida este ano. Quem diria que eu receberia um pedido de casamento com direito a aliança? - Verdade! Aconteceu há quase um mês. Confesso que na hora fiquei meio confuso, pois a partir daí tudo mudaria, eu estaria aceitando não somente ele, mas seu filho - Mas logo de “cara” você vai casar com um homem que tem um filho, Mister Thinker?! Sim, um filho adotivo! Enfim, pensei bastante sobre esta gigantesca e complicada decisão, pensei em como seria minha vida de casado, filho, casa, família, rotinas, dinheiro e também pensei em como poderia ser minha vida de solteiro no auge dos meus ganhos financeiros, acabei aceitando o pedido. Hoje usamos uma aliança de noivado e aguardamos o fim do ano, após comprarmos nosso apartamento juntos, para nos casarmos legalmente.

- Será que no momento que estiverem no cartório alguém chegará e tentará impedir seu casamento, Mister Thinker?

Eu creio que não, não mais tenho assuntos pendentes.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Uma Leve Anedota


Estas três últimas semanas foram muito intensas, confesso não ter tido muito tempo para pensar em blog, pois ando trabalhando muito, e o pouco tempo que tenho está sendo dedicado ao Husky Siberiano que assola todas as noites da minha vida com sua pele quente envolta em meu corpo e os seus grandes olhos azuis me flertando, alertas como sentinelas guardando seu reino - Ah! Como o amo! Mas hoje, retornei para contar-lhes uma anedota após meu retorno do Outside social e no post a seguir prometo fervorosamente contar o que aconteceu de mais especial em minha vida - Se é que alguém quer saber, não é Mister Thinker?!

Há uma semana fomos eu e o Husky no BH Shopping e, como muitos devem saber, ali só freqüentam pessoas de classe média alta - Lembrando que para toda regra existe sua exceção. Entramos em uma loja de eletrodomésticos sofisticados e olhamos alguns aparelhos interessantes. Um pouco cansado, sentei em uma sala planejada com uma TV de plasma ultra, mega grande em 3D. Coloquei os óculos para visualizar o efeito e perdurei ali enquanto o Husky explorava o IPad. De repente sentou ao meu lado um garotinho loiro, olhos azuis, pele branquinha, com bochechas rosadas, e olhou para mim com um ar de deboche dizendo “Meu pai me deu uma televisão igual a esta de presente de aniversário, aposto que você não tem uma!”. Logo refleti, “será que estou mau vestido, com cara de pobre? E se fosse? Qual seria o problema?” Ainda olhando para televisão, pensei em como havia sido a criação daquela criança que não deveria portar mais que seus oito anos de idade e já debochava de todos sem qualquer pudor. Ainda, pensei em como a sociedade anda criando monstros e inserindo-os sigilosamente em nosso meio, exemplo melhor que o daquela “fedelha” de sobrenome alemão que matou os pais dormindo, não há. Outro exemplo fantástico? Aquele ator que matou uma atriz com tesouradas, filha de uma escritora de novelas. E o bulling sofrido por diversas crianças durante o pré-escolar? Cá para nós, sabemos que tudo isto não passa de reflexos familiares, ou seja, reflexo da educação adquirida no ambiente familiar.

Enfim, diferentemente daquele garotinho de 8 anos, eu não iria devolver nem uma mísera palavra, além do mais, se fizesse isto estaria regredindo à idade dele. Retirei os óculos 3D, que por sinal estava me incomodado e duvido que alguém usaria aquilo sempre que fosse assistir televisão já que restringe a visão de 180°, esbocei um sorriso simpático a ele dizendo “sorte a sua” e senti a perspectiva de que o mundo o engoliria logo que crescesse, como outros.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Não Mais É


Há algum tempo guardo este texto em minhas coisas, achei-o em um blog inconstante. Esqueci de postá-lo aqui por descuido, agora que lembrei, compartilho com todos, porém, não mais é tempo de dizer tais palavras.

"   Vi-lhe com todo o teu esplendor. Simples e belo tal como já havia me acostumado.

Ver-te fez com que as saudades diminuíssem e fez com que ficasse a perceber o porquê do Sol iluminar a Terra e do vento soprar em dias de calor.

Ainda assim, não sinto o teu toque, todavia o meu corpo sente aqueles contatos entre ele e o teu corpo. Não sinto o fogo que percorria o meu peito enquanto me olhavas, todavia este meu peito arde intensamente e não existe água que o apague.

Não te esqueças de uma coisa,

"A distância impede que eu te veja, mas não impede que eu te ame" (Luís Carlos Ijalbert)   "

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Aliança


Depois de algumas conversas paralelas e fatos ocorridos em minha vida, fiquei bastante curioso em saber sobre o simbolismo da aliança. Descobri que tem função ambivalente de unir as pessoas e ao mesmo tempo isolar -... os outros olhos gordos da pessoa amada -, ou seja, “marcar o território”.

A aliança surgiu na Grécia, provavelmente advinda de costumes Hindus para simbolizar o casamento. A aliança era colocada no quarto dedo graças à crença de que ali passava a Veia D’Amore que estava ligada diretamente ao coração.

Já os chineses, usavam a aliança no quarto dedo com outras acepção. Acredita-se que os dedos são meros símbolos familiares, sendo que o dedo polegar representa os pais, o dedo indicador representa o irmão, o dedo do meio sendo você mesmo, o dedo anelar representa seu companheiro e o dedo mínimo, seu filho.

Logo quando li sobre o assunto me perguntei o porquê do dedo anelar representar o “parceiro”, aí vem a parte interessante, ao unir as mãos pelas pontas dos dedos, exceto os dedos do meio que deverão estar dobrados (um encontrado com o outro), observa-se que os polegares, que indicam seus pais, podem ser separados, você não viverá com eles o resto de sua vida; os indicadores, seus irmãos, separam-se facilmente, um dia também vão se separar de você, pois terão suas próprias famílias; os dedos mínimos também podem ser separados, indicam seus filhos que também irão crescer e se casar. Mas os dedos anelares não conseguimos separá-los, significando que marido e mulher marido devem viver juntos pelo resto da vida.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um Pequeno Confronto Matinal*


Hoje a pouco estava fazendo um Refresh em um destes portais da internet cuja exibição principal é notícias cotidianas, e, me deparei com a reportagem informando que uma emissora exibirá pela primeira vez um beijo gay em um de seus burlescos e cansativos seriados. Até então não me surpreendeu, mas fiquei ligeiramente curioso para ver o quão poderia ser a repercussão no público em geral.

Realmente era o que se esperava. O portal dá liberdade para os leitores comentarem sobre as noticias e, definitivamente, quando li senti uma pontadinha no coração. Vi como o preconceito é grande, principalmente por parte dos religiosos... Cada comentário mais grotesco que o outro...

Mas aí fiquei pensando: o pessoal “heterossexual”, em sua grande maioria - Porque para toda regra existe sua exceção -, tem fascínio julgar o homossexual, citam sempre o tal episódio de “Sodoma e Gomorra”, insinuam que se tivermos filhos daremos maus exemplos aos mesmos, nos comparam com pervertidos usurpadores da inocência infantil (pedófilos) - E se esquecem que antigamente um homem de 25 se casava com outra de 15/16 anos -, temem que sua prole se torne gay à mínima insinuação em seu campo de visão e declaram que preferem ter seus filhos como usuários de drogas ou mortos à homossexuais.

A igreja torturou e matou cruelmente milhares de pessoas na inquisição, apoiou o vergonhoso episódio da escravidão, fechou os olhos para o Terceiro Reich e o infausto holocausto. Tudo por puro preconceito e na tentativa de erguer a bandeira do falso moralismo, pois, por trás disso tudo haviam estupradores, pedofilia, homens que batiam em mulheres, incestos e diversas outras atrocidades.

Será mesmo que o heterossexual está longe de ser mau exemplo para seus filhos? Já pensaram no carnaval deste ano e dos outros que se passaram? Mulheres com suas partes íntimas de fora rebolando até terem hérnia de disco e insinuando sexo conspurco. E o funk brasileiro? Com letras de musicas porcas que entorpecem nossos ouvidos com pura leviandade. E a banheira do Gugu? Alguém se lembra? - ...(risos)... - Preconizava-se que era um programa para toda a família, mas colocavam as mulheres de biquíni na banheira junto com homens e os faziam lutar por sabonetes na banheira cheia de água. Homens passavam a mão nas mulheres, nadegas insinuavam-se ao pênis, seios sempre saltavam para fora de sua prisão. E quando entravam duas mulheres? Meu Pai quase tinha um orgasmo! Minha mãe, quando passava este quadro, tapava meus olhos com sua mão e mandava sair da sala!

Será mesmo que a sociedade acha que uma criança vendo dois homens beijando iria querer ser igual? Se for assim eu acho que deveríamos proibi-los de assistir filme de ação com ladrões e de terror, pois daqui a uns anos virariam assassinos, criminosos e pedófilos, não?

Pessoal, sabemos bem que crianças não viram gays por verem dois homens se beijando, muito menos os gays viram heteros ao verem um homem e uma mulher se beijando. Qual o problema nisso tudo? Beijo é a demonstração de afeto, é a prova da tentativa de união entre dois corpos em um só...


*Não sou e nunca fui um cara que defendesse a homossexualidade “a ferro e fogo”, mas acho que merecemos respeito e não devemos ser julgados, já que ninguém tem a moral suficiente para apontar o que é errado e o certo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um Tabu: A Arte de Ignorar*


Do latim ignorare, ignorável, não saber, não conhecer, não por em experiência. “Significa deixar-se levar pelo ciclo de encadeamentos que deduzem ao nascimento e à Dor, significa ignorar o início e ignorar o fim; significa ignorar o que é interior aos seres e que lhes é exterior, significa ignorar a árvore e ignorar o fruto, significa ignorar o preto e ignorar o branco, significa ignorar a Dor e significa ignorar o Nascimento.

Ignorar é um fogo que se alimenta da falta de domínio dos sentimentos, da inconsciência de impressões sentidas, da atenção mal dirigida, da recusa em aceitar as Quatro Nobres Verdades (Dukkha, Samudaya, Nirodha, Magga), do desconhecimento da "Doutrina" e de más disposições do espírito”.


*Por se tratar de um tabu, acho que escrevi palavras demais.