quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Take it easy


Nossa! Mais de um mês sem postar... Infelizmente estou sem tempo, saio de casa sedo e chego bastante tarde. Estamos em “Tempos de Maria”, onde o mundo não é somente diversão e reflexões “outside”. Mas resumindo:

· “Peguei” gripe suína no começo de Agosto (antes do meu aniversário);
· Fiquei de “quarentena” em minha residência;
· Melhorei;
· Comemorei meu aniversário muito bem acompanhado;
· Ando trabalhando mais que agüento;
· Estudando menos que deveria;
· Ainda amo muito o Rapazinho;
· Sem muito “tempo” para pensar.

Eletric Feel

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pensando Pelos Cantos


Sábado dei uma “escapulida” e fomos eu, Afrodite e Lesada (Acho que não precisa explicar o codinome uma vez que já diz o suficiente. Mas ela é a antiga e nova namorada da Afrodite) para um bar beber alguma coisa e quem sabe jogar, pois, naquele dia queria espairecer minha mente já que durante a manhã e tarde havia parado para arrumar minhas coisas e minha caixa de recordações.

Nesta caixa havia todas as lembranças que eu guardara desde os 16 anos, chocolate, bala, cartões de amigos, namorado, sejam lá quem me dava, eu guardava! Acho que era algo patológico. Para se ter uma idéia, havia até papel da camisinha que usei quando perdi a virgindade! Sim! Muita coisa louca havia ali dentro que me fez despertar pensamentos e situações antigas engraçadíssimas como as “Quintas Biológicas” que aconteciam quando eu era graduando em biologia da sala da Afrodite, Maria Biscate, Biscate, Romanel... bons tempos. Lembro que no dia do meu aniversário elas fizeram uma festinha muito boa para mim, inclusive no dia o Giò estava junto! Foi fantástico, tomamos o Uísque verde muito caro do marido da Biscate e o espumante (coisa que eu odeio muito mesmo... tem um cheiro forte de feijão na água há uma semana). Nossa! Realmente eu passei mal este dia, mas valeu cada segundo.

Lembrei de quando eu conheci o meu Amigo de Verão, o Enganador (já citado no post do ano passado) e o Soldado (meu primeiro Ex namorado), assim prefiro lembrá-lo, pois adorava seu conjunto de moletom ganho quando serviu o exercito, pena que a polícia o usurpou (qualquer dia eu conto o motivo...). Viajamos uma vez para Sete Lagoas juntos, recordo exatamente o momento em que estávamos na estrada, com os vidros do carro abertos e uma música do “The Smith” tocava. Ambos estávamos muito animados, foi algo sem planejamento.... pena que não terminou bem, pelo menos não para meu Amigo de Verão, pois o Enganador, como sempre, o enganou e voltou com outro cara, o... o.... Sabe que para ele eu não vejo pseudônimo?! Acho que eu o via de uma forma tão horrenda que não consigo pensar em nada “saudável” para nomeá-lo... Foi ele que separou-nos, antipático, arrogante, ciumento! Infelizmente burro igual a uma porta, mal sabia falar e se julgava intelectual por gostar de Adriana Calcanhoto... Lastimável... não passava de um Aspirante Cult estereotipado com roupas xadrezes e “fashion”...

Enfim, companhia feita, de bebida cheios e com muito sono, fomos dormir na casa da Afrodite. Lembro de ter despertado quatro horas depois, com um gosto de álcool na boca, rosto amassado, cabelo desarrumado, desorientado, arrependido de ter jogado fora muitas lembranças boas e apressado para assumir um plantão de dez horas no Hospital.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Juizado


Antigamente eu tinha uma galeria de “amigos”, a Kelly Osbourne (Ele parecia demais com ela, com aquela cara redonda), a Cafezinho (Porque ela usava uma calcinha com corações vermelhos parecidos com aquela marca famosa de café e por ela ser pequena e morena), Christina Aguilera (O apelido veio por ela ser fanática com a cantora e tentar ser parecida com ela), Dundinha (um conhecido nossa deu a ele esse nome por ser moreno (sem preconceitos!!!)), a Di do Audi (ela jurava de pés juntos que tinha um Audi...rs), dentre outros. Sempre saíamos muito juntos, éramos unha e carne, todos os dias, de segunda a segunda nos encontrávamos para divertirmos. Naquela época eu ainda fumara, então, era um maço de cigarros que ia rasgando meu pulmão por encontro.

Lembro que nesta época fomos para um antigo local chamado Puska. O lugar ficava ali no bairro Barro Preto perto do Fórum, era grande, cheio de luzes rosas e vermelhas por dentro, uma pista de dança grande e bar no primeiro piso, já no segundo havia várias mesas, uma sinuca e uma vista para o andar abaixo. Neste dia nós estávamos animados a jogar. Bola vai, bola vem, não sei o que me deu na cabeça, mas senti que tinha que olhar para o piso abaixo do nosso. Escorei na divisória e percorri com os olhos todos os lados, até que vi diversos homens de terno preto e um deles com uma flor gigante no bolso, olhou para mim e sem apavorar, mas com a face horrorizada corri em direção aos meninos e consegui soltar apenas uma palavra “Juizado”, todos empalideceram e quando eu olhei para traz estavam dois Barman’s nos pegando pelo braço e guiando-nos a descendo das escadas do fundo, enfim, nos abandonando dentro do estoque de bebidas. Não me concentrava naquele instante para ter uma boa idéia se nos achássemos, apenas imaginava eu, Thinker, menor de idade, que ainda não havia falado com meus pais sobre minha opção sexual, sendo levado dali e deixado em casa sob viatura da polícia ou pior, meus pais me buscando em na delegacia, ou algo do tipo, e o oficial explicando exatamente onde eu estava.

Não consegui ficar em pé, quase desfaleci ao ouvir passos de alguém se aproximando do estoque onde estávamos. Meu coração batia profundamente, a maçaneta rodou, destravou a porta, abriu e entra então um dos Barman’s pedido para sairmos já que “o Juizado” havia deixado o local. Respirei aliviado e ao mesmo tempo abraçamos o Barman que havia adiado mais uma vez a minha confissão à minha família sobre quem eu realmente sou.

O Cara


Lembro-me como se fosse ontem, eu havia acabado de sair da escola, cursava o segundo ano, estava de mochila, tênis e calça jeans. Caminhava para um restaurante ali perto a fim de uma boa refeição. Ao atravessar uma rua percebi que um carro parara e dele descera um rapaz alguns anos de idade a mais que eu, ele projetara um sorriso para mim como se fosse para uma pessoa conhecida. Juro que olhei para trás achando que havia alguém, mas eu estava enganado. Entrei no restaurante logo na frente dele que ainda me flertava, descansei minhas costas deixando a mochila em uma das mesas e fui me servir.

Sentei, iniciei as garfadas suculentas no meu recheado e montanhoso prato de comida até que fui interrompido por uma voz que solicitara minha autorização para sentar-se na minha mesa. Sem perceber balancei a cabeça positivamente ainda com o olhar fixado em meu prato e quando fui perceber era o Cara lá de fora. Ele era bonito, usava roupa social, pele clara, olhos castanhos claros, cabelo liso e espetado, parecia ser um pouco mais alto que eu e corpo forte. Continuei a comer, um pouco mais tenso, pois sentia que a cada instante ele me olhava, me constrangendo e fazendo com que eu perdesse o apetite.

“Thinker”- disse curiosamente - “Não se lembra de mim? O Cara!”. Soltei o garfo instantaneamente após ouvir meu nome e olhei fixamente para ele com um ar de “vou descobrir quem é”. Minhas bochechas coraram e eu lembrei, o Cara! Trabalha no campus da minha mãe e eu já conversara com ele uma ou duas vezes, mas nada demais, algo do tipo “conversa de elevador”.

Conversamos durante muito tempo no restaurante, ele tinha uma lábia, muito assunto e algumas experiências instigante para um bom ouvinte ficar interessado. Depois, chamou-me para ir ao cinema, e eu inocente, achando que havia ganhado um novo colega, quem sabe amigo, aceitei o convite. Até que quando as luzes se apagaram, o filme se iniciou... “batata”....aconteceu o que eu não havia imaginado, ele me abraçara e com grande vigor me deu um daqueles beijos de novela, mas com língua (risos), porque não sei se já perceberam, nas novelas não colocam língua, diz a Deborah Secco que é para não ficar com a boca muito aberta e as bochechas virarem um precipício de tão afundadas que ficam (coisa de estética visual). Enfim, não assisti ao filme, e para falar a verdade não sei nem do que se tratava, nem o título eu sabia!

Ele me deixou em casa, prometendo me ligar logo pela manhã seguinte. Senti meu coração bater, não sei se foi muito forte, mas bateu o suficiente para cativar o Cara. Com o tempo (duas semanas) infelizmente ou felizmente percebi que não éramos feito um para o outro, não para namorarmos. Ele era independente, bonito, tinha seu emprego, já estava prestes a findar seu curso superior, gostava de mim, sempre me tratara bem, mas sabe quando sentimos aquele frio na barriga e a aceleração do coração só de pensar na pessoa? Não tinha, assim, após uma franca conversa decidimos que não investiríamos em um relacionamento, pelo menos não amoroso.

Assim se fez um grande amigo na minha vida, com um lugar enorme reservado para ele no meu coração. Um cara que posso contar a todo instante, que me apóia no que precisar, que estará ali nos momentos mais difíceis e mais fáceis da minha vida, que nunca se afasta de mim, enfim, o Cara!


domingo, 31 de maio de 2009

Um Ano de Mister Thinker


Confesso que não havia lembrado que há um ano venho escrevendo neste blog, tanto que ia escrever um post totalmente poliqueixoso hoje, mas como é um momento especial, um ano de postagens, prefiro escrever algo melhor, só para dar mais sorte. Quem diria! Tudo começou com o Dublador e um gigantesco desabafo...

Ultimamente ando tendo umas idéias absurdas de recrudescências extremas e me deixando atordoados, pensem: de onde surgiu tudo? Antes do chamado “Big bang” o que tinha? Será que era tudo preto? Ou branco? Mas que criou o começo? E quem criou o criador do começo? Agora a melhor: Quem criou o criador, do criador, do criador do “Big bang”?

Uma vez ouvi uma teoria a qual não me lembro o nome do seu criador, sei que falava que o universo se expandia e uma hora se encontrava do outro lado, assim, fazendo uma pangéia de matéria intergaláctica e explodindo de novo, proporcionando outro “Big bang”, assim, quando o universo se expande novamente, uma hora se junta e outra explosão acontece, enfim, o autor falava que enquanto acontecia este processo a vida no universo se repetia, todo o ciclo era gerado novamente e nossas vidas ativadas, criadas da mesma e íntegra forma. Então pensei, será o “Dèjá vu” é uma falha, um buraco deste processo que acontece eternamente, tentando nos mostrar que tudo não passa de um ciclo? Talvez nunca saberemos...

Outra coisa que me deixa intrigado até hoje foi uma vez que o Marcelino Troca-Tapa ligou para minha residência, eu escutei o telefone tocar na hora e quando atendi a ligação “caiu”, assim, mais tarde ele me ligou novamente perguntando onde eu estava, pois, ele havia falado com minha irmã aqui em casa e ela informou-o de que eu estava fora. Logo neguei e afirmei que ela nem em casa se encontrava, Marcelino falou que eles conversaram cerca de 15 minutos, que havia um Mister Thinker na casa, mãe e pai com os mesmos nomes! Incrível! Parecia ser realmente minha vida, achei muita coincidência. Daí em diante, resolvi ler estas teorias quânticas e uma delas comprova outras dimensões paralelas ao do universo, se chama “Teoria das Cordas”, será que a ligação foi extraviada para outro paralelo e que havia uma duplicata Thinker? Meu Deus!

E por fim, antes que eu fique louco, alguém já parou para pensar que o homem pode ter voltado no passado, mudado nosso futuro e simplesmente vivemos uma vida paralela à que deveríamos viver? E aqueles filmes de volta no tempo para mudar o futuro? Não tem como mudar, pois se no futuro já aconteceu é porque antes dele, já se voltou no passado e tentou modificar algo, mas sem sucesso.

Chega, termino este post assombrado pela teoria da conspiração...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ismália


Hoje farei diferente, nunca fui muito adepto a poesias, mas sabe?! Há uma que marcou minha vida desde os 18 anos de idade quando o li inocentemente. Nunca vi igual.

Ismália

Alphonsus de Guimaraens

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Madonna


Estou sentindo que a cada palavra que escrevo aqui é um centímetro que me afundo na areia movediça. Infelizmente ou felizmente, como já havia dito, meu namorado descobriu o meu blog e anda “implicando com meu passado”, alega coisas surreais, aquela cena de ciúmes boba, sabe? Ainda não sei bem o que farei a respeito, ainda penso (o que faço de melhor) ansiosamente. Confesso que fui muito asno e inconseqüente ao ter denunciado meu blog, mas, “arrumou sua cama, agora deite-se”, aceito o fato e paro de postar, apago o blog ou apenas deixo acontecer.

Mas enfim, hoje, ao ler o post passado lembrei-me do Madonna (pseudônimo devido à pinta que ele tem no rosto igual ao da Madonna), um cara que conseguiu me fazer rir muito, conheci-o logo que meu relacionamento com Marcelino TrocaTapa foi por água abaixo, no mesmo dia, tentando afogar minhas lágrimas com um som alto e muita bebida, fui a uma destas danceterias de praxe aqui em Belo Horizonte com o Giò e acabei encontrando ele lá. Ficamos juntos a noite toda e prometemos conversa no dia seguinte.

Esse relacionamento vingou por algumas semanas, encontrávamos freqüentemente. Um dia, minha mãe viajou e assim, ficou eu e o Brit lá em casa, como sempre, muita bebida, (na época) cigarro e comida também (Ah! Internet também). Neste dia, havíamos brigado bastante, pois, por telefone debochara e insinuara que quando nos encontrávamos nunca o recompensara, ou seja, nunca fazíamos sexo! Nossa! Mas nem duas semanas ficamos e ele já queria tudo, quem será que ele pensou que eu era? Enfim, irritado, eu chamei ele para ir a um bar e enquanto isso, meu amigo - ex amigo, seja lá o que for, na época ainda amigo, agora nem sei - estava na internet conversando com caras, bebendo muito e fumando. Olhei para ele antes de sair e tive uma excelente idéia.

Nunca fiquei tão entediado em um encontro (mentira, esse foi o segundo mais entediante, o primeiro foi o rapaz a “crise financeira mundial”), conversamos pouco, bebemos menos ainda, simplesmente ficamos olhando um para cara do outro cerca de quadro horas, quatro lutantes horas. Fomos embora após não agüentarmos mais, ele me deixou na porta de casa, assim, toquei a campainha, Brit veio atender, e então coloquei meu plano em ação. Olhei para trás, vi que o Madonna ainda me esperara entrar em casa para depois partir, percebi que meu amigo estava muito tonto e voltei até o carro: - Está afim de conversar sobre o dia de hoje comigo? – perguntei – Ingênuo e procurando uma resolutibilidade para nossos problemas ele balançou a cabeça e eu intervi com uma “pseudo-chantagem”: “- Ok, mas tenho que levar meu amigo comigo, ele está um pouco triste e gostaria que ele tomasse um ar fresco (simulei uma tosse e reprimi uma grande risada que tomava conta de mim por dentro)”. Ele me olhou com uma cara totalmente questionativa (conversa pessoal + amigo triste = ?). Argumento péssimo o meu, mas foi o único que possívelmente o convenceria de levá-lo.

Eu já tinha certeza do que isso iria resultar, apenas aguardava ansiosamente. Fechei a casa, entramos no carro, Brit atrás, e fomos para a Lagoa da Pampulha “conversar”, foram ridículos seus argumentos e imparcial eu fiquei, meu objetivo ali não era conversar, mas algum fruto eu teria que render ali para que o meu plano verdadeiro desse certo. Por um momento nossa discussão cessou e resolvi olhar para trás e ver como Brit estava. Sim, muito mal como eu esperava (bêbado). Mais alguns segundos e o vi cair no banco de tão tonto, observando tudo Madonna sugeriu que fossemos para casa, eu concordei e guiei-o pelo caminho mais longo de todos.

Percebi que meu amigo estava muito ruim no banco de trás, alguns minutos depois e voilá! Ele acordou e ansioso olhou para mim querendo alguma coisa, como se fosse uma criança querendo doce, mas com medo de pedir a mãe e levar sermão, retribui o olhar e ele entendeu tudo, o Madonna não percebeu nada.

Brit desceu do carro aliviado, saltitante e eu com a alma lavada, sorridente (Madonna não entendeu anda, seu rosto era uma incógnita. Um que estava triste, saiu pulando e com face de alívio, o outro que queria resolver alguma coisa, alguma coisa não resolveu). Sabia que o que tinha feito lhe proporcionaria uma dor física intensa, sem me despedir fechei o portão e ri, ri muito, meu amigo? Mais ainda.

No outro dia Madonna me ligou relatando ter sentido um odor forte de vinho amargo ao entrar no seu carro pela manhã, e ao procurar, achou em grande quantidade, vômito roxo no banco do seu carro, e o pior, tentou lavá-lo com diversos produtos, nem o cheiro, nem a mancha sairiam mais.